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Dia Nacional do Psicólogo - Ser Psicólog@ em Tempos de Pandemia

4.9.20

 




Viver em tempos de pandemia, sabemos agora que não é fácil. Cada um de nós sabe que dificuldades lhe trouxe. A mim particularmente, que sou psicóloga clínica e professora em pós-graduações onde os meus alunos são psicólogos e cada um de nós tem acesso a muitas vidas, verdadeiro acesso a muitas vidas, temos muita noção do peso que tudo isto tem tido. E este peso, o da dificuldade do outro com quem  estamos a trabalhar, também pesa sobre nós.

Este ano a dificuldade tem sido tanta nas vidas que acompanho, que tomei a decisão de não tirar mais que meia dúzia de dias de férias para que pudesse trabalhar todas as semanas, para que pudesse ajudar na dificuldade de cada um tudo aquilo que consigo. E como eu, muitos.

E esta batalha continua, não sabemos por quanto tempo, não sabemos de que forma, não sabemos com que contornos. Sabemos que estamos cá para dar o nosso melhor.

Por tudo isso, soube ainda melhor ouvir estas palavras do Presidente da República, da Ministra da Saúde, do Ministro da Educação e de todos os outros nomes de referência que já aqui falaram e que vão falar ao longo do dia,  que hoje aqui deixo e dedico a todos os psicólogos:


 

Feliz Dia Nacional do Psicólogo. Feliz dia, colega!

Manual de Sobrevivência Para Férias de Verão em Tempo de Pandemia

3.8.20
Neste ano estranho e incerto que vivemos, estamos todos ainda mais stressados e cansados, a precisar ainda mais de férias que nos outros anos, e cheios de medos e inseguranças sobre se devemos ou não tirar férias, se devemos ou não ir de férias. As férias que seriam foco de descanso e prazer estão também elas a ser mais um foco de angústia e stress, a ponto da Ordem dos Psicólogos Portugueses ter produzido estas diretrizes para o ajudar a planear e a fazer férias.
Leia, faça o seu plano e partilhe para que possamos ajudar ainda mais gente.
Obrigada e Boas Férias!!!






Sofia - Um Ano De Ti

1.8.20
https://combicharocoscarpinteiros.blogspot.com




Foi um ano muito diferente do que todos esperávamos e quando chegámos à semana anterior ao teu aniversário e confirmámos aquilo que já se intuía há algum tempo, que não íamos ter avós, tios, primos nem amigos por perto, uma tristeza fininha foi-se apoderando se mim, foi-me dizendo que não valia a pena fazer festa, que depois, talvez para o ano, pudéssemos fazer uma comemoração que valesse mesmo a pena, que este ano tinha que ser assim. Mas enquanto pensava nisto, a tristeza fininha aguçava-se e picava-me, deixava-me triste e desconfortável, afinal é o primeiro ano de vida da nossa Sofia, sentimo-nos tão gratos por ela, como é que podemos não assinalar com festa, esse dia tão importante para nós?

Enquanto me entristecia com esta possibilidade de não haver nenhuma comemoração e me convencia a fazer apenas um bolinho cá para casa para cantarmos os parabéns, ficando ainda mais triste quando pensava nessa hipótese, resolvi falar com a Filipa da Momentos com Design, para lhe pedir uma sugestão para a mesinha do bolo, pois ainda que fosse só um bolo, e só para nós cá em casa, eu queria um cantinho bonito para assinalar esta primeira volta da Sofia em torno do Sol.

Foi a melhor ideia que eu podia ter tido. A Filipa pegou na ideia com todo o carinho, encheu-a de amor e bom gosto e fez magia com o primeiro aniversário da nossa Sofia. Posso dizer que eu só aprovei as ideias da Filipa, que captou como ninguém o que eu gostava que fosse este momento. Conversámos as duas, alinhámos a que horas eu gostaria que fosse a comemoração e eu não tive que me preocupar com mais nada. A Filipa e o Frederico chegaram cá a casa de máscara e luvas como tem que ser agora, montaram tudo no jardim e ainda nos apresentaram a Tânia, que nos tirou estas fotografias lindas que aqui se seguem e que eu tive tanta dificuldade em escolher. Tudo lindo e ainda melhor do que eu poderia imaginar. Só faltou podermos partilhar a festa presencialmente com os nossos, mas agora a nossa maior preocupação deve ser proteger os nossos, e assim é.

No final partimos o bolo fizemos cestinhas com bolo, bolachinhas, cake pops e cupcakes e fomos levar à porta dos avós e dos tios e primas. 

Este ano foi o possível, mas não foi por termos que proteger os nossos que deixámos de fazer uma festa linda, à medida do que podemos agora.

Só poso agradecer á Momentos com Design e àTânia, a magia que aqui se fez.

Obrigada!

E quanto às fotos, eu não consegui escolher menos que estas. 
Estão todas tão lindas, não estão?





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E estes pezinhos, como resistir?!
Parabéns, Sofia!
Foi um dia feliz. 

Amanhã Fazes Um Ano

19.7.20
Um ano que passou depressa de mais, tal como eu já esperava, mas um ano tão estranho que parece que nem  foi bem um ano...

Estivemos muito uns com os outros, é certo, mas nem sempre com disponibilidade para estar de facto. A incerteza e a angústia roubaram-nos a tranquilidade dos dias e a falta do colo, dos mimos e abraços dos avós, tios e primos fizeram desta jornada tempos tão estranhos...

Faltam-nos os amigos e os almoços e jantares demorados ao fim de semana, as brincadeiras, a proximidade. 

Aqui em casa somos muitos, mas não estamos todos. Por vivermos tempos de pandemia, amanhã não vão estar tios nem primos, avós nem amigos, não vai ser o 1º aniversário que gostava que tivesses e cheguei mesmo a pensar não fazer grande coisa para assinalar o dia. Afinal festejar também faz todo o sentido quando partilhamos a festa com as pessoas que nos são significativas e de quem gostamos...

Estava este pensamento a ganhar força, quando chegou outro. Aquele outro que me avivou a gratidão por te termos na nossa vida, que me fez ter a certeza de que tu estás cá connosco e por isso vale a pena festejar, ainda que em família chegada e que havemos de conseguir "estar juntos" de alguma forma.

Amanhã é dia de festa, Sofia e juntos de uma forma ou de outra, vamos criar memórias felizes. 


https://www.facebook.com/bicharocoscarpinteiros

Como Ajudar as Crianças a Usar Máscara? Aqui Vai Uma Ajuda.

6.6.20
Manual de Sobrevivência para Pais

Nestes estranhos tempos que agora vivemos, muitas são as adaptações que todos temos que fazer ao dito "Novo Normal".
O distanciamento social, não nos podermos tocar, não se poderem partilhar brinquedos, tantas coisas contrárias ao que promovemos nas nossas crianças e connosco até então, tudo tão estranho...
E com tudo isto chegaram também as máscaras, que não só são estranhas à vista (perdemos muito da expressão do outro, do seu não verbal), como também são desconfortáveis e incómodas. No entanto, agora não só nós adultos as temos que usar, como também as crianças devem utilizá-las. E como explicar este nosso novo acessório às crianças?

Deixo-lhe estas diretrizes com a chancela da Ordem dos Psicólogos Portugueses, para ler, divulgar e partilhar.









Retratos De Uma Quarentena

21.5.20
Imagem


Estamos numa nova fase deste desconfinamento. Não é um voltar à normalidade, é um abrir cauteloso de alguns serviços. Há novas normas que todos temos que respeitar e respira-se um medo denso de como será esta nova fase...

Aqui em casa tudo vai continuar da mesma forma. Todos em casa, nós em teletrabalho e os filhotes em escola em casa. Um logística densa e a vivência de uns tempos estranhos sob muitas perspectivas...

Desde dia 13 de março que vim para casa, viemos todos em quarentena para tentarmos minimizar o impacto deste novo Corona Vírus.

Desde então continuei a trabalhar online e do outro lado da minha vida tenho testemunhado muitas formas diferentes de como a quarentena nos tem afetado a todos. Algumas muito particulares, todas muito curiosas e hoje partilho consigo algumas das que mais me fizeram pensar. São 3 situações, mas poderiam ser muitas mais. Elas representam partes de todos nós que merecem ser pensadas, vistas. Pensar sobretudo em como queremos que tudo seja depois, sobre como andamos tantas vezes absorvidos por coisas secundárias, como quando alguma das nossas certezas e seguranças nos falta, podemos olhar de facto para tanta coisa que estando sempre à nossa frente, nem sempre nos é visível.

D. Alice, reformada, 73 anos

... Sabe doutora, eu não posso dizer isto a ninguém, só a si aqui na consulta, mas sabe que isto da quarentena para mim até tem sido bom.
 A doença não, essa se eu pudesse acabava já com ela, mas a quarentena tem sido ótima! Olhe, há meses, muitos meses que eu não via tanto os meus filhos e netos como agora. Há anos que aqui estou sozinha e os meus filhos nunca têm tempo para me vir visitar, ou mesmo para ligar. Bem sei que têm vidas muito atarefadas, é verdade, mas os dias vão passando e nunca ligam. Eu quando lhes ligo sou logo despachada porque ou estão a trabalhar, ou estão a tratar das crianças, enfim, andam lá nas vidas deles.
Agora, não. Trouxeram-me para aqui o tablet e todos os dias os vejo, falo com eles com tempo e até me põem a ver as brincadeiras dos meus netos. Eu estou encantada!
Quanto a sair de casa, eu já passava semanas sem sair, e quando me queixava que me custava muito a sair e a ir às compras, que fico cheia de dores de empurrar o carrinho e de subir com os sacos, diziam-me que eu tinha que sair, que tinha que me esforçar para ir, que isto assim não era vida para mim... Acho que nunca me ouviram quando eu lhes falava das dores que sentia.
Agora perguntam-me de que preciso e ora um, ora outro, quando vão às compras compram as minhas compras, vêm deixar-me os sacos aqui à porta e ainda lhes faço adeus da janela. Isto tem sido tratamento de luxo! Por mim, a doença que vá embora depressa, mas a quarentena pode ficar.



São, trabalha na área financeira, 41 anos. Está neste momento em casa, em teletrabalho, mãe de 3 filhas todas em casa a frequentar a escola em casa.

Hora da consulta, envio mensagem para saber se posso ligar, recebo de volta a mensagem com resposta afirmativa, ligo a video-chamada. A imagem abre, olho para ela, conhecemos-nos há já uns meses, vimo-nos todas as semanas e eu nunca tinha visto este olhar. É um misto de angústia e alívio... Estarei a lê-la bem?
Vou-a cumprimentando enquanto tudo isto passa na minha cabeça e dou-lhe a palavra.
- Ainda bem que podemos fazer estas consultas on-line e que chegou a hora da consulta. Tenho aprendido consigo a chorar, a não ter vergonha de o fazer e a sentir que não é um sinal de fraqueza, mas uma necessidade.
Nunca esta aprendizagem me fez tanta falta.
Hoje deixe-me só chorar... Preciso de chorar aqui consigo, preciso deste tempo só para mim (lágrimas em fio pelo rosto).
Passo o meu tempo a dizer a toda a gente que estamos bem, que isto da quarentena até é bom porque temos mais tempo para estarmos juntos, fiz um plano com todas as tarefas, as miúdas até são responsáveis, que tudo vai passar, que tudo vai ficar bem, ajudo-as nas tarefas, tento resolver os problemas infindáveis do trabalho, ligo aos familiares para ver se estão bem, organizo as listas das compras para sair o menos possível e faço quase todas as compras on-line, ajudo nas tarefas escolares, passo horas no fim de semana a fazer o horário de todas e revejo-o todas as noites quando revejo também os agenciamentos das reuniões do trabalho e como está a concretização dos objetivos, faço as refeições, limpo, e nunca sinto que consigo chegar ao que me proponho. Sinto que falho a todos o momento, mas nem ouso pensar nisto muito. É seguir em frente que amanhã será melhor, e não é, nunca é...
Mas agora não quero falar mais disto. Deixe-me só ficar aqui consigo e chorar...



Rute, Enfermeira, 28 anos

Tenho muito medo.
Eu, que no início adorei ficar a trabalhar no internamento com doentes COVID-19, achei que aí sim eu ia fazer a diferença, e que não sendo de risco, isto nunca me iria afetar, hoje tenho muito medo.
Pensamos que é só uma gripe, só afeta quem é de risco, na televisão aparecem números e os nossos até são números bonitinhos em comparação com Espanha e Itália, mas depois chego ao trabalho e esses números têm nomes, e agonizam de formas que ainda não conhecemos bem, e estão sozinhos. Nós somos as únicas pessoas que vêem, os que conseguem ver-nos. Sem visitas, sem a família...
A doutora não acredita que se pode morrer de solidão?
E depois venho para casa e tenho medo de contaminar os meus. Já não os vejo há semanas e se sofro tanto pela distância, sofro também horrores por poder ser responsável por ver um dos meus a sofrer disto, como vejo os meus doentes.
Engraçado... Agora a aqui na consulta dou-me conta que também eu estou sozinha... tão sozinha...


Gravidez, Maternidade e Casais em Tempo de COVID-19

11.5.20
A gravidez é sempre entre muitas coisas, um misto de magia e insegurança, esperança e medo. Em tempos de pandemia muitos outros receios se levantam e não só para as grávidas, mas para mães, pais, casais, todas estas dinâmicas associadas ao vírus e à quarentena dificultam, assustam, desgastam.

Para lidarmos melhor com tudo isto a Ordem dos Psicólogos publicou estas recomendações que aqui lhe deixo.

Espero que ajude.

Leia, divulgue e partilhe. Quanto mais gente puder usufruir destas recomendações, mais podemos estar a ajudar.









Manual de Sobrevivência Para Fazer Face ao Isolamento

24.4.20
Andamos todos cansados, nervosos, desgastados. 

É o tempo que estamos fechados em casa, sem sair, é o trabalho online, a escola em casa, a falta que nos faz um café com os amigos, apanhar sol numa esplanada, um passeio junto ao mar.

Faltam-nos os abraços, os silêncios juntos, as conversas até madrugada. Os nossos pais, os nossos filhos, os Nossos...

Não está a ser fácil.

Numa tentativa de ajudar, fica o Manual de Sobrevivência para Fazer Face ao Isolamento, com a chancela da Ordem dos Psicólogos.

Leia, siga, partilhe, e aguente, para que rapidamente nos possamos abraçar lá fora. 








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