ALERTA! COVID-19 Cá em Casa!
O Nosso Calendário do Advento 2020 Chegou!
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| Imagem Pointfull |
Posso Ser Alentejano?
A minha primeira identidade é com o Alentejo. Eu sempre disse que é com o Alentejo que mais me identifico e antes de qualquer coisa, eu sou Alentejana.
Sou-o pelo valor das pequenas coisas, pelo respeito ao espaço e ao outro, pelo valor do tempo, pela consideração por tudo o que vemos e perdemos de vista na nossa planície. Pelo valor do trabalho e pelas nossas pessoas. Sou-o d'alma, de essência.
O Alentejo nunca irá sair de mim, eu nunca seria a mesma sem ele.
Este ano, com receio de não saber não abraçar, não estar perto, não estar com os meus, decidi não ir. Tenho muito medo de poder ser eu a levar para lá este bicho que nos proíbe as tardadas à mesa, os cafés com tempo, as deliciosas conversas demoradas, os dois dedos de conversa com todos os que encontramos pelo caminho...
Mas tem-me doído muito.
Hoje quando eu ouvia com atenção e apreensão estas notícias dos novos focos de COVID-19 em vários pontos do Alentejo, ouço o Afonso dizer:
- Mãe, posso ser Alentejano?
O meu coração tremeu de emoção e orgulho.
Perguntei porquê?
- Porque gosto muito da terra.
É um bom princípio. Vou ensinar-te que só esta terra tem esta magia e o tanto que podemos ser com ela.
Sofia - Um Ano De Ti

Amanhã Fazes Um Ano
O Primeiro Bebé da Minha Vida
E O Que É Que Isso Interessa? (As Crianças Não Nascem a Discriminar)
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| O Nosso Francisco no catálogo YAY pela câmera da Anna Nunes |
Eu - Olha ali na televisão, vês a cor da pele desta pessoa? Esta pessoa tem pele clara, diz-se que é uma pessoa branca. Olha, vês esta pessoa? (outra imagem do noticiário) Vês a cor da pele dela? É mais escura, diz-se que é uma pessoa negra, como a Cátia e o Carlos, os gémeos da tua sala.
Afonso - Ah, é isso??? E o que é que isso interessa?
(Estou tão feliz)
Os Nossos Retratos À Porta
A quarentena não trouxe só isolamento e distância, trouxe também ótimas iniciativas, muitas mesmo, que nos enchem o coração, que nos fazem sorrir, sentir a proximidade dos outros e acreditar em nós enquanto comunidade.
A última destas iniciativas que nos encheu o coração e trouxe magia ao nosso Dia da Mãe, foi a iniciativa #retratosàporta lançada pela Rita Ferro Alvim e com a adesão de dezenas de fotógrafos por todo o país.
Consistia em, de forma gratuita, os fotógrafos que aderissem publicitarem que estavam disponíveis, as famílias inscreviam-se e @ fotógraf@ passava à porta e fotografava a família, enviando depois as fotos por e-mail.
Nós divulgámos no nosso Instagram para que a iniciativa chegasse ao maior número de famílias e fotógrafos e inscrevem-nos com a Sara Garcia Fotografia, que abraçou esta iniciativa aqui na nossa zona, e para além de conhecermos a simpática Sara, recebemos este presente.
Obrigada, Sara!
E obrigada à Rita pela maravilhosa iniciativa.
O Que É Que Eu Estou A Fazer Mal?
3 semanas sem sair de casa. Em casa, mesmo. Sem sair para ir ao pão, sem sair para ir ao supermercado, sem sair para as crianças esticarem as pernas, nada!
E não saímos porquê? Podíamos ter ido só ali fora para esticar as pernas e a apanhar sol...
Não, não fomos. Não fomos porque na quinta-feira em que se iniciou a quarentena voluntária cá em casa, o Francisco teve febre e tosse. É verdade que não teve mais febre e só teve mais uns dois ou três dias de tosse, mas não podemos garantir que não seja o vírus que todos agora tememos e se assim for, é nosso dever proteger todos os outros, que não estavam até então em contacto connosco, de estar em contacto connosco e o poderem contrair.
E sabe que mais? Por estranho que possa parecer (a mim parece-me. Tenho a sensação de que estou seguramente a fazer alguma coisa de forma errada), ainda não senti aborrecimento por ter tanto tempo para estar em casa e não poder sair, mais, analiso agora que ainda nem me tinha lembrado disso.
Quando viemos para casa pensei que seria difícil manter os filhotes entretidos com tanto tempo livre que iriam ter...
Tempo livre?! Até agora não sei o que isso é.
Tempo livre numa família de 5 já é uma miragem, agora quando começaram a chegar os trabalhos online, as fichas, as aulas do Conservatório, os ensaios de piano e guitarra, as queixas deles porque "se estão em casa, porque é têm que fazer tanto trabalho?", mais a gestão da logística toda da casa e o trabalho online, acredite que eu corro todo o dia para conseguir fazer o obrigatório e sinto que tenho ainda menos tempo de qualidade em família do que quando passava tantas e tantas horas a trabalhar fora.
Como está a ser por aí?
Ajude-me. O que é que eu estou a fazer mal?
Quando Uma Gripe Não é Só Uma Gripe...
Dia do Pai em Tempo de Quarentena
| Créditos Fotográficos: Rafaela Jorge Photography |

















































