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De Pequenino... (ou Os Melhores Presentes - A Sequela)

27.5.17
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Na escola, quando o fui buscar...

Francisco: - Mãe, já encontraram a menina que perdeu a pulseira.
Eu: - Sim filho, que bom! A menina devia estar muito triste e tu ajudaste a fazer o dia dela muito feliz.
Francisco (cabisbaixo): - Ela nem soube que fui eu... Eu entreguei a pulseira à senhora da escola e ela é que descobriu a menina e lha devolveu.
Eu: - Olha, amanhã podes pedir à senhora lá da escola que diga à menina que foste tu quem achou e quem devolveu a pulseira, e assim a menina vai ficar a saber quem foi o menino que a ajudou, mas mesmo que ela não venha a saber quem achou a pulseira dela, eu sei o que tu fizeste e estou muito, muito orgulhosa de ti. Eu fiquei mais feliz por tu teres entregue a pulseira e teres feito o que está certo, do que se me tivesses dado a pulseira a mim. E mais, este fim de semana podemos ir os dois comprar uma pulseira, a que tu escolheres para mim, que eu dou o dinheiro para comprar.
Francisco: - Não é preciso, mãe, obrigado, não te esqueças que eu tenho o meu mealheiro.

Cicatruzes...

28.4.15
Ao vestir o Francisco depois do banho, reparo numa marquinha que me parece ser um sinal.

-Tens aqui um sinalinho, Francisco?

Reparo então que é uma pequena crosta de uma feridinha.

Francisco: - Não mãe, é uma cicatruz!

Prioridades... II

20.6.14
Na aula de natação do Francisco! :)

(Vitoriosa, mas com o resto do dia até às 22h, de fugir...)

Prioridades...

20.6.14
Francisco - Mãe, hoje podes ir ver-me à natação?

Eu - Olha, a mãe hoje se calhar não pode, porque a essa hora deve estar a trabalh...

Francisco - Ah... Outro dia tu vais, não é?

(Nó apertado na garganta.)

Resultado: A mudar tudo o que estava previsto, mas convicta de que vou estar na aula de natação!

Um Dia Inesquecível, pela Ana e Sua Família.

19.5.14
Fizemos um passatempo com o Barrigas de Amor, a Ana participou e ganhou.

Eu adoro dar presentes e fiquei felicíssima com o facto de poder dar este presente e proporcionar um dia fantástico a uma família. No entanto, este presente revelou-se duplo: Não só tive a alegria de o poder oferecer, como recebi em troca estas lindas fotografias que posso agora partilhar consigo.

Quando contatei a Ana para combinar a entrega das entradas soube logo que se tratava de uma família especial. Imagine, que a Ana me diz que iriam com ela a sua mãe, a filha Pilar de 7 anos, o filho Tiago de 4 anos e o seu filhote Pepe de 13 dias!!!

Eu pensei:
-Isto deve ser a primeira ida ao Zoo do bebé mais novo de sempre!
E logo de seguida fiquei super-orgulhosa pela Ana. Três filhos, o mais novo com 13 dias e arrisca a ir passar um dia no Zoo?! Que corajosa!

Sei que isto de ser mãe de 3 não é para toda a gente, mas a Ana parece ter o que é preciso. Veja,  pelas fotos desta família tão gira neste dia tão especial.

Aqui logo à chegada, na entrada do zoo.
Uma entrada em grande como se pode ver!



Viram o espetáculo da Baía dos Golfinhos



o momento da selfie no teleférico



O Tiago pousou junto dos seus bicharocos preferidos, os répteis. E que bem que ficaram!



Fotografia dos três manos, o Tiago, a Pilar e o bebé Pepe. Lindos!



Mediram-se os tamanhos dos abraços, tão grandes e tão bons.



E assinala-se o momento selvagem: Um urso que tentava apanhar pombos!



A Avó com os netos, que isto foi mesmo um dia em família!



E aqui a Pilar e o Tiago pousam com as girafas.
Giros!


A Ana ainda salientou o espaço "cantinho do bebé" da Bledina, onde o Pepe mamou e o Tiago trocou a fralda, um espaço fantástico para bebés, e confirmou o que as fotografias já deixam adivinhar: 
Que foi um dia espetacular, no espaço sempre maravilhoso que é o Jardim Zoológico de Lisboa.

Obrigado à Ana, e à sua família lindíssima pela partilha de um dia tão especial.
Beijinho a todos!




Primeiro Dia da Mãe, Como Mãe

15.5.14
Pedi testemunhos, homenagens, histórias de mães, e elas começam a chegar.
Primeiro uma, e agora outra. Tão lindas...
Esta traz com ela várias histórias de amor que conheço de cor, fazem parte de mim, das cores mais suaves, mas também das mais brilhantes da vida.
Irmã e sobrinho.
Obrigada, Mães! Obrigada, mana!

(Quer enviar a sua história ou uma homenagem a uma mãe? Envie para bicharocoscarpinteiros@gmail.com , terei todo o gosto em publicar.)




O meu primeiro dia da mãe... eu mãe! 
Pois tem sido uma surpresa desde que nasceu o pequeno Miguel, tem despertado em mim uma força que não sabia ter e que me parece tão natural, tão primária. 
Este primeiro dia da mãe foi mais um dia em que vivi apaixonada pelas pequenas descobertas que vamos fazendo juntos, e em que ele me vai ensinando a ser mais Mãe.
Os dias, destes quatro meses e meio, têm sido preenchidos e intensos,  repletos de novidade, encantamento e mudança. Já fomos tantas mães e tantos filhos diferentes, já crescemos e mudamos tanto... e continuamos despertos para o mundo e prontos para muitas mais novidades e mudanças.

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Primeiro Dia da Mãe, Como Mãe

10.5.14
Lembramos o Dia da Mãe desde sempre. 
Dos presentes que fazíamos na escola, e trazíamos para casa para esconder até domingo, o primeiro de maio. Dos desenhos que fazíamos para dar à mãe. Das poupanças na mesada que depois acabavam na lojinha de bijuteria. Lembramos sempre o dia da mãe, mas como filhas. É uma surpresa começar a vivê-lo também como mãe.

Pedi a uma mãe de primeira viagem que nos descrevesse este sentimento de primeiro Dia da Mãe, como mãe, e acabei com este lindíssimo testemunho.
Obrigada, Sílvia!

"Sou muito mais doce do que a maioria pensa, mas a doçura que ser mãe me trouxe chega aos recantos mais recônditos. 
O primeiro dia, em que se comemora ser mãe é tão estranho...não sei nada, sou a imperfeição personificada, faço disparates diariamente e tenho tanto para aprender.... ainda assim, um orgulho vergonhoso me enche em catadupa
Sou Mãe!! 
E chega um frio na barriga... sou mãe (e volta o orgulho vergonhoso) é assim o 1º dia da Mãe entre o céu e a terra,mas estupidamente feliz e com a tal doçura que nunca tinha conhecido. A Mãe nasceu há apenas 4 meses e a noção de Amar continua a ser redimensionada. 
Obrigada Diana, por teres escolhido esta para ser tua!"





Conversas... com a Sílvia

20.1.14
Finalmente acabou. E isso fez do dia de ontem um dia muito importante.

Por aqui os dias todos têm sido muito importantes, cada hora e cada minuto pesam e são importantes. Aprende-se a dimensão do tempo, o seu peso, conhece-se a urgência de que o tempo tenha  o seu tempo, não mais, não menos, e ontem esta angústia finalmente terminou.

Na véspera deste grande dia, numa das nossas conversas como forma de preencher as horas e colorir os dias, falámos de tudo.

Deixamos aqui o apontamento dessa conversa como forma de testemunho e de dar alento e força a tantas e tantas mulheres que travam estas batalhas.



Sílvia (35 anos) - ...A primeira vez que pensei engravidar foi aos 18.... mas na verdade o desejo só se  transformou em certeza aos 32. Foi aí a decisão e foi também aos 32 que veio o diagnóstico de um útero com miomas. E com este diagnóstico um peso enorme de culpa, de ter adiado um desejo por tempo "demais".
Depois de ter passado por isso, fiquei com a noção de que temos de ter muito cuidado com os sonhos que adiamos...

Eu - E desde então até engravidares, quanto tempo passou?
Sílvia - 2 anos e meio. O meio parece irrelevante mas na verdade tem um peso enorme.
6 meses de" será q e desta ?!" têm a força de um furacão.

Eu - Foi necessário fazeres alguns tratamentos?
Sílvia - Sim, uma miomectomia (cirurgia para remoção dos miomas) e uma histeroscopia.
Ia ingressar em fiv (fertilização in vitro) no serviço de infertilidade e estava ponderar o início de tomas hormonais (ideia que detestava). Um mês antes do início do tratamento, algumas vezes adiado. A Diana decidiu arranjar um sítio improvável e quase impossível no útero para se instalar :)

Eu - E quando é que soubeste que estavas grávida?
Sílvia - No dia 3 de Julho 2013. Fiquei incrédula, como senão fosse possível. Depois veio uma alegria imensa e um medo terrível, os "e se...." invadiram-me.

Eu - É sempre uma avalanche de emoções, no teu caso deve ter sido um valente maremoto emocional. Quando soubeste que havia algum risco?
Sílvia - Desde de que foi feito o teste. Uma semana antes tinha tido um princípio de aborto, que decidi assumir ser a menstruação a chegar..... 2 semanas depois era inevitável fazer o teste.... foi positivo.

Eu - E que risco era? O que te explicaram os médicos?
Sílvia - O risco de não chegar a gravidez a termo. De os miomas crescerem e expulsarem a Diana.
Há uma tentativa (inglória) de não nos envolvermos tanto no projecto de futuro de ser mãe. A necessidade de nos protegermos de uma perda catastrófica. Mas é completamente impossível e na verdade investimos tudo e caímos de cabeça no sonho do que Será.

Eu - Soubeste logo que terias que ficar de repouso?
Sílvia - Soube aos 2 meses de gravidez. Foi-nos sempre dito que tinha de ter muito cuidado. Acabaram-se os passeios a pé, mas de repouso efectivo desde os 3, 4 meses de gestação.

Eu -  É muito tempo. Como foi esse tempo de repouso para ti?
Sílvia - Inicialmente era fantástico, tempo para não fazer nada :)
Depois comecei a ocupar o tempo com aqueles trabalhos manuais que me apetecia fazer, com televisão e com trabalho possível de fazer em casa (chamadas, e-mails, supervisão)
Tentei manter sempre uma rotina, em que o dia fosse ocupado com actividades diferentes e onde fosse possível haver algum ritmo que permitisse passar os dias, sem os pensamentos o controlarem. E também com alguma ginástica mental manter os pensamentos negativos afastados e focar nos positivos.
 Claro que há momentos onde temos de exorcizar os medos e fantasma, e verbaliza-los  para os poder resolver.

Eu - Os médicos foram-te sempre dizendo que provavelmente terias que ser internada no final da gravidez. Mas quando isso foi efetivo, como reagiste a essa notícia.
Sílvia - Na verdade muito bem. O risco de uma placenta prévia total é o descolamento da placenta fazendo com que exista uma hemorragia massiva e perda do feto. Existe uma janela de cerca de 20/30 minutos para ser feita a cesariana de emergência.
Aqui sinto-me segura e com certeza que se correr mal estou no sitio certo.

Eu - Já aqui estás há quase 2 meses, como é estar aqui todo este tempo?
Sílvia - Estou aqui vai fazer 7 semanas, segunda-feira que vem.
Não é fácil, mas há estratégias para ser mais simples. Não contar os dias e conseguir criar alguma rotina que permita o embalar suave do tempo sem ser escravo do relógio. Reger os dias pela luz do sol torna a estadia mais fácil.
O melhor de estar aqui, é sem dúvida a paz de saber que tudo está bem, que a Diana está acompanhada, de ouvir o bater do seu coração todos os dias e simplesmente poder estar calma e feliz a preparar os dias que se avizinham.
O pessoal de enfermagem e auxiliares são fantásticos. As pessoas que passam por aqui todas têm o mesmo objectivo. Cada dia é uma vitória. Cada semana uma conquista.
O pior são 2 factores: Um deles muito emocional.... aqui tudo pode correr mal e infelizmente algumas vezes corre. E tens de lidar com o desespero alheio, mas que também é tão teu. Estas mulheres que passam pela minha vida por apenas uma semana, estão no mesmo campo de batalha que eu e há um sentimento de tropa. Ninguém fica para trás, então as dores delas são mesmo nossas, os medos delas são os meus e quando as coisas correm mal é devastador.... mas ao mesmo tempo só podemos deixar entrar uma parte, temos de proteger a vida, a que tem mais peso que a nossa. E é aí que muda tudo.
A outra questão é muito terrena :) : A comida depois de 1 mês torna-se verdadeiramente insuportável.....

Eu - E agora que estás quase, quase com a Diana nos teus braços, como te sentes?
Sílvia - Talvez por tudo, nunca tive os medos "típicos" de mãe de primeira viagem. Não tive medo do choro, do não dormir, de não saber... o meu medo era só um:  E se ela não chegar  a nascer? E depois?..... E se nascer prematura?? Agora chegou o medo de mãe de primeira viagem :) mas sabe tão bem ter este medo, que me ocorre sempre a frase : I am not afraid, I was born to do this. 


Pinzellades al món: Embaràs / Embarazo / Pregnancy Chrissy Butler


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