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Manual de Sobrevivência para Grávidas - 12 Dicas para Evitar a Infeção por Toxoplasmose

5.6.19
Bom dia,

A propósito deste post, muitas foram as leitoras que me questionaram sobre a Toxoplasmose, a imunidade a ela e o que fazer para a evitar durante a gravidez, uma vez que ser contaminada grávida pode ter graves consequências para o bebé.

Eu não sou imune à Toxoplasmose, como a maioria das grávidas e por isso deixei de comer alimentos crus, fumados e não pasteurizados durante a gravidez. Isso quer dizer não comer sushi, enchidos e aqueles queijinhos mais artesanais.
Com os vegetais crus, salada, cerejas, morangos e frutas que não sejam de descascar, só como em casa e lavados com Amukina, mas veja toda a explicação e os cuidados adicionais que tem que ter se tiver um animal de estimação.

Trago-lhe então a este propósito um ótimo artigo que encontrei na Visão com 12 dicas para evitar a infeção por Toxoplasmose.


Célia Palma
ANIMAIS

TOXOPLASMOSE. 12 DICAS PARA EVITAR INFEÇÃO DA MULHER GRÁVIDA 

Estudos recentes mostram que o contacto com os gatos não aumenta o risco de infeção

A Toxoplasmose é uma doença causada por um parasita microscópico (Toxoplasma Gondii). Como pode afetar fetos humanos, é natural que mulheres grávidas, familiares e profissionais de saúde se preocupem com a possibilidade desta infeção no bebé por nascer. De tal forma que a sua prevenção se tornou uma obsessão para todos os que estão direta ou indiretamente ligados à saúde pré-Natal, sendo os gatos as grandes vitimas deste pânico global.
O desconhecimento do ciclo de vida do parasita e sua da forma de transmissão levam a que muitos gatos sejam afastados temporaria ou permanentemente do contacto com a mulher grávida, sem levar em consideração os laços afetivos que os unem e o transtorno psicológico que a futura mãe irá viver, com o inevitável prejuízo para o bebé. A maior parte das grávidas tem ligação afetiva ao animal que tem em casa e a separação do mesmo condicionará o seu estado emocional. Os prejuízos para ambos, mãe e filho são consideráveis, mas quase sempre esquecidos pelos familiares e profissionais de saúde. Mas a pressão familiar e social faz com que a futura mãe aceite a decisão de afastamento, por medo de efetivamente vir a prejudicar a saúde do seu bebé por nascer, preferindo acatar esta solução a viver uma culpa cultivada por todos os que a rodeiam.
O que deveremos fazer? Deveremos efetivamente continuar a culpar estes pequenos felinos pela transmissão de tal doença? Sem duvida os gatos fazem parte do ciclo de vida do parasita. No entanto, estudos recentes mostram que o contacto com estes animais não aumenta o risco de infeção. De facto, veterinários que trabalham com gatos de todo o género, idade e estado sanitário, não mostram uma probabilidade maior de serem infetados, do que a população em geral, incluindo aqueles que não têm qualquer contacto com esta espécie.
Então como se efetiva a transmissão do parasita? Os gatos infetam-se ingerindo carne contendo os quistos do T gondii (incluindo pequenos roedores ou carne mal cozinhada). Depois da ingestão, começa e eliminar partículas (ooquistos) nas fezes. O sistema imunitário do gato rapidamente responde a esta infeção e impede o parasita de se reproduzir. Assim, a eliminação de ooquistos termina entre o 10° e o 14° dia de infeção. Voltar a eliminar tais partículas, depois deste tempo, é extremamente raro e mesmo que ocorra só um pequeno número de ooquistos conseguirá passar. Após a eliminação, os ooquistos não são imediatamente infetantes. São precisos entre 1 a 5 dias para se transformarem em esporos. A este fenómeno chamamos esporulação. Ooquistos esporulados podem sobreviver mais de 18 meses e podem ser espalhados no ambiente por objetos ou até pelas fezes de cão, se os ooquistos forem acidentalmente engolidos por estes.
Quase todos os mamíferos de sangue quente (incluindo humanos, ovelhas e ratos) podem ser infetados, ingerindo acidentalmente ooquistos esporulados. No entanto o parasita não se reproduz no seu intestino e por isso não produzem ooquistos- isto só acontece no gato. Nestas espécies os quistos alojam-se noutras zonas do corpo, incluindo músculo, tornando-se uma fonte de infeção, se a sua carne for consumida. Daí a forte possibilidade de a grávida se infetar ao comer carne pouco cozinhada.
O risco do gato se infetar com T gondii depende do seu estilo de vida. Aqueles que se passeiam pelo exterior e são caçadores bem sucedidos, são os que apresentam um maior risco. Os de apartamento e que se alimentam de comida processada, própria para gatos, apresentam um risco nulo, exceto se comerem carne fresca ou pouco cozinhada.
E os humanos? Como se infetam? Logicamente da mesma forma: comendo carne pouco cozinhada, tal como vaca, porco e borrego. O congelamento da carne ajuda a prevenção, uma vez que o parasita não resiste a baixas temperaturas. Também carnes curadas, não cozinhadas, tais como os enchidos, representam um risco considerável. Mas uma das mais importantes fontes de contaminação são os solos, e os produtos por ele produzidos, tais como legumes e frutos. Ingerir estes produtos frescos, mal lavados ou tocar na boca com as mãos, enquanto se pratica jardinagem, pode ser um risco, assim como beber leite não pasteurizado ou queijo feito a partir deste mesmo. Rara é a infeção a partir da água ou por inalação de poeiras.
A infeção em humanos é comum. Depois desta ocorrer a maioria dos infetados torna-se imune para vida. Normalmente a pessoa nem sabe que foi infetada, uma vez que os sintomas são transitórios e semelhantes aos da gripe. No entanto pode ser um problema grave em pessoas com sistema imunitário comprometido, tais como transplantados, submetidos a tratamentos anticancerígenos, vitimas do vírus da SIDA, crianças ou idosos. Se uma mulher não imune (sem contacto prévio com o parasita) se infetar durante a gravidez, o bebé está em risco, sobretudo se a infeção ocorrer durante o primeiro trimestre, havendo forte possibilidade de aborto espontâneo.

E COMO POSSO DIMINUIR O RISCO DE INFEÇÃO, SE ESTIVER GRÁVIDA OU COM IMUNOSUPRESSÃO?

1- Usando luvas quando se manuseia carne crua, frutos e vegetais e lavando sempre as mãos depois disso.
2- Cozinhando toda a carne a pelo menos 70°C durante 15 minutos ou congelando a mesma a -12°C, por alguns dias. Ambos os procedimentos matarão os ooquistos.
3- Evitando consumir enchidos, leite e subprodutos do leite não pasteurizados.
4- Lavando cuidadosamente frutos e legumes para saladas, por forma a remover todos os vestígios de terra.
- Lavando todos os utensílios e superfícies, depois da preparação de carne fresca, frutos ou legumes, com água quente e detergente.
6 - Fervendo ou filtrando água não tratada, antes de beber.
7 - Usando luvas para jardinar, evitando por as mãos ou as luvas em contacto com a boca. Lavar cuidadosamente as mãos depois de qualquer contacto com o solo.
8 - Mudar o areão diariamente para que os ooquistos não tenham tempo de esporular e de se tornarem infeciosos.
9 - Evitando limpar o tabuleiro onde o gato elimina, incumbindo outra pessoa de o fazer, se possível. Se não houver mais ninguém que o faça, usando luvas, evitando o contacto com a boca e lavando as mãos depois de terminar a tarefa.
10 - Lavando periodicamente o tabuleiro, com água quente e detergente ou desinfetante seguro para gatos, submergindo-o durante 5 a 10 minutos.
11 - Cobrindo as caixas de terra para brincadeiras de crianças, evitando desta forma que os gatos eliminem nestas áreas.
12 - Evitando alimentar os gatos com carne crua, pouco cozinhada ou leite não pasteurizado.
Os gatos só eliminam ooquistos nas fezes até ao 10°/ 14° dia após a primeira infeção e normalmente não voltam a eliminar ou a infetar-se, a não ser que que sofram de outras doenças, tais como a leucemia ou a imunodeficiência felinas. Portanto um gato adulto saudável é muito pouco provável constituir um risco para o tutor ou para o bebé por nascer. Se se tratar de um gato idoso, muito provavelmente já está imune, por já se poder ter infetados nalguma fase da sua vida. Os estudos mostram que tocar num gato não constitui risco, uma vez que mesmo nos casos em que estão a eliminar ooquistos nas fezes, estes não foram encontrados do seu pelo.
É possível testar o gato para esta doença, com uma simples amostra de sangue ou fezes. No entanto é sempre difícil distinguir entre infeção recente ou antiga, numa amostra sanguínea. Muitas vezes só com mais do que uma recolha e a comparação entre os resultados, permite ao veterinário conclusões mais definitivas. Em relação às fezes, se efetivamente forem encontrados ooquistos, sabemos que está com infeção ativa.
Espero que este texto tenha ajudado um pouco a desmistificar uma das principais causas de abandono de gatos em gatis ou mesmo na via pública. A probabilidade de infeção a partir desta espécie é tão baixa que não justifica o alarmismo em torno da mulher grávida, numa das fases mais encantadoras da sua vida. Nada precisa de mudar. Poderá continuar a disfrutar da companhia do seu amigo de quatro patas, sem stress ou medos irracionais. Deverá sem dúvida acrescentar alguns cuidados ao seu dia a dia. Mas nada que lhe cause tristeza ou lhe imponha decisões difíceis. Ter um gato não significa abdicar de ser mãe, assim como ser mãe não significa desistir da companhia de um encantador felino…

Manual de Sobrevivência para Grávidas - Pode Fazer-se Uma Dieta Estritamente Vegetariana (Vegan) na Gravidez?

3.5.19
A propósito desta minha gravidez, muitas têm sido as perguntas e dúvidas que muitas mães, ou futuras mães aqui me colocam.

Há dúvidas de toda a ordem, desde como se decide ter mais um filho, a o que comer, como ultrapassar o desconforto da azia, do inchaço, das manchas na pele e dores nas costas, das dificuldades de sono, a escolha dos nomes e mais um sem número de assuntos muito interessantes e que eu vou querer dar resposta, ou pelo menos abrir o diálogo para que todas possamos esta mais acompanhadas e esclarecidas.

Assim, hoje começo por uma pergunta muito pertinente que uma leitora me fez, que se prende com a  alimentação na gravidez. Perguntou-me esta leitora se eu fiz alguma alteração à minha alimentação habitual, agora que estou grávida, uma vez que ela segue uma dieta estritamente vegetariana (Vegan) e tem a dúvida se grávida poderia fazer este tipo de alimentação sem prejuízo para si e/ou para o bebé.

Quanto a mim, as únicas alterações que fiz foi deixar de comer alimentos crus e não pasteurizados, em casa lavar as frutas (que não se descasquem, como os morangos, as cerejas, etc.) e legumes com Amukina uma vez que não sou imune à Toxoplasmose. Mas eu não sou vegetariana, e para responder adequadamente a esta questão recorri a uma especialista, a Dra. Jennifer Ferreira, dietista, que nos escreve abaixo o seu parecer.

Vamos então saber mais sobre esta questão: Pode fazer-se uma dieta vegetariana estrita (Vegan) na gravidez sem prejuízo para a mãe ou para o bebé?



Origem da imagem

Sim, se for feita corretamente.
Esta dieta exclui todos os produtos de origem animal (carne, peixe, ovos e laticínios) e contam com alimentos vegetais para uma nutrição adequada. A nutrição adequada é vital para o crescimento e desenvolvimento do bebé no útero. Uma dieta vegan para qualquer indivíduo exigirá um suplemento de vitamina B12 e possivelmente vitamina D.  Todas as gestantes são incentivadas a suplementar com iodo e ácido fólico. Preocupações adicionais para gestantes vegans (e todas as mulheres grávidas, na verdade) incluem proteínas adequadas, cálcio, ferro, zinco e ómega-3.

Continue a ler para ver se no seu caso, está receber os nutrientes suficientes.
Vitamina B12
A vitamina B12 não é encontrada naturalmente nos produtos vegetais (os produtos vegetais podem ser fortificados com B12, mas não ocorrem naturalmente). Todos os indivíduos que praticam uma dieta vegan precisarão de alguma forma de suplementação para alcançar a ingestão adequada. É
especialmente importante para as mulheres que tentam conceber e durante a gravidez. A falta de
vitamina B12 durante a gravidez pode causar anemia, baixo crescimento fetal, problemas no neuro-
desenvolvimento, e pode causar aborto espontâneo (1-3). Durante a gravidez, recomenda-se 2,6 mcg
por dia de vitamina B12, 2,8 mcg durante a lactação (4). A maioria dos suplementos contém mais e são considerados seguros porque a absorção suplementar de vitamina B12 é limitada à produção do fator intrínseco do organismo. Verifique com seu médico a quantidade certa para si.

Vitamina D
Esta vitamina é uma hormona e é ativada pela luz solar.
A pesquisa sugere agora que 10 minutos de exposição direta ao sol (sem creme de proteção solar) em torno do meio-dia podem ser suficientes para ativar a vitamina D, é necessária mais exposição ao sol se a sua pele for mais escura. Durante os meses de inverno o sol é menos forte e os nossos corpos mais cobertos, complicando a absorção de quantidades adequadas de radiação UVB para que nossa pele produza vitamina D (5). São necessárias outras fontes de alimento para preencher a lacuna. Fontes alimentares naturais de vitamina D3 (a forma mais facilmente absorvida) são encontradas em variedades de peixe gordo, fígado e gemas de ovos.
Cogumelos, se cultivados ao sol ou luz UV, contêm vitamina D2, que é uma forma menos eficaz. Uma pessoa que segue uma dieta vegan as fontes de Vitamina D3 são limitadas a produtos vegetais
fortificados (por exemplo, cereais e bebidas à base de plantas fortificados com vitamina D) e ativação da luz solar. As deficiências desta vitamina estão associadas a um risco aumentado de pré-eclâmpsia,
diabetes mellitus gestacional, parto prematuro e outras condições específicas do tecido (6).
A ingestão dietética recomendada de vitamina D para todos os adultos, incluindo mulheres grávidas,
situa-se entre 200 e 600 UI (5-15 mcg), não excedendo 4000 UI (7,8).
As grávidas que seguem uma dieta vegan devem fazer suplementos com esta vitamina?
A Organização Mundial de Saúde recomenda a luz solar e uma dieta saudável sobre a suplementação de vitamina D durante a gravidez, pois “as evidências atualmente disponíveis para avaliar diretamente os benefícios e danos do uso da suplementação de vitamina D sozinha na gravidez para melhorar os resultados de saúde materna e infantil são limitadas (7) ”, mas nenhuma referência é efetuada para aqueles que praticam uma dieta vegan.
Os Serviços Nacionais de Saúde do Reino Unido recomendam um suplemento diário de 10 microgramas (400 UI) de Vitamina D, particularmente durante os meses de inverno para todas as mulheres grávidas (9). Estudos recentes sugerem que quantidades maiores podem
ser benéficas (10,11). Estas recomendações estão a mudar constantemente;
fale com o seu médico para determinar se a sua dieta e estilo de vida está a fornecer o suficiente.

Iodo
O iodo é um mineral encontrado predominantemente no oceano e tem quantidades variáveis ​​em
diferentes solos em todo o mundo. É responsável pela função tiroidiana adequada e, durante a
gravidez, é fundamental para o desenvolvimento adequado do cérebro. A falta de iodo também pode
causar atraso no crescimento, incapacidade mental grave e surdez (12).
Para evitar essas complicações, em 2013, a Direção Geral de Saúde (DGS) recomendou a administração de um suplemento diário de iodo de 150 a 200 mcg na forma de iodo potássico a todas as mulheres pré-conceptivas, grávidas ou lactantes (13). Esta suplementação é especialmente relevante para a gestante vegan, já que fontes naturais de iodo vêm principalmente de frutos do mar e laticínios. Também pode comprar sal iodado, mas alertamos para os malefícios  do consumo excessivo de sal. Legumes marinhos também são fontes de iodo, mas geralmente são ricos em sódio. Descobriu-se que alguns vegetais do mar, como o hijiki, estão contaminados com arsénico, outros, como as algas, têm um nível muito alto de iodo e podem causar atividade excessiva da glândula tiroideia (14). Como recomendação geral, a opção mais segura para o iodo adequado durante a gravidez é cumprir as recomendações da DGS de suplementação diária e ter cuidado com o consumo de vegetais do mar.

Ácido Fólico (Folato)
O ácido fólico é a forma sintética e mais estável da vitamina B-9, vulgarmente conhecida como folato. O folato é encontrado abundantemente em alimentos vegetais, principalmente vegetais de folhas verdes, feijão, legumes, frutas e cereais. A sua absorção é difícil de medir, pois depende de como foi preparada e de quão bem o seu corpo é capaz de processá-la. Esta vitamina B é de suma importância para a prevenção de defeitos do tubo neuronal, especificamente a espinha bífida, e a necessidade de aumentos de folato para grávidas, de 400 microgramas por dia para 600 mcg (15). Para garantir uma ingestão adequada, recomenda-se que todas as mulheres em idade fértil sejam suplementadas com a forma sintética dessa vitamina, o ácido fólico, para garantir a absorção adequada, e assim, prevenir defeitos congénitos (16). Esta recomendação geral não exclui aqueles que seguem uma dieta vegan, embora certamente tenham menor probabilidade de terem um índice  deficitário nessa vitamina.

Proteína
A necessidade de proteína de uma pessoa é determinada pelo seu peso ou, em alguns casos, peso ideal.
Para a gestante, equivale a 1,1 gramas de proteína para cada quilograma de peso corporal (17). Assim, à medida que o seu peso aumenta durante a gravidez, a necessidade de proteína aumenta.
Normalmente, as necessidades de proteínas podem ser satisfeitas com uma dieta que inclui um mínimo de 3 porções de feijões ou lentilhas por dia (+/- 7 g de proteína / porção), 2 porções de nozes/sementes (+/- 7 g / p), um mínimo de 4 porções de grãos integrais (3,5 g / p) e pelo menos 6 porções de vegetais (2 g / p) de acordo com uma dieta bem equilibrada.Proteína suficiente durante a gravidez é fundamental para o desenvolvimento do bebé e para a mãe
manter a saúde, especialmente no segundo e terceiro trimestres. Por favor, assegure-se de que suas
necessidades adequadas sejam atendidas.

Cálcio
As grávidas precisam de 1000 mg de cálcio por dia, 1300 mg para adolescentes grávidas (18). Obter
estas quantidades seguindo uma dieta vegan pode ser complicado, mas é possível. A Tabela 1 fornece uma lista de alimentos vegetais ricos em cálcio. Tente incluir estes alimentos ricos em cálcio na sua
rotina diária e mantenha uma contagem da quantidade de cálcio que recebe por dia, se não atender às
necessidades, converse com o seu nutricionista sobre como aumentar a ingestão ou converse com o seu médico sobre outras opções.

Ferro
Devido ao aumento do volume sanguíneo, ao desenvolvimento fetal e à perda de sangue durante o
parto, a ingestão adequada de ferro é uma preocupação para todas as gestantes. A ingestão
recomendada passa de 18 para 27 mg de ferro diariamente durante a gestação (19). Fontes vegetais de ferro incluem folhas verdes como espinafre e couve, feijão, lentilha e pão integral. Veja a tabela 2 para verificar os alimentos específicos. Consuma-os com uma fonte rica em vitamina C (frutas, tomate, etc) para aumentar a absorção de ferro. Evite ingerir alimentos ricos em ferro com alimentos que contenham uma alta quantidade de fitatos ou taninos (encontra nos chás), pois eles inibem a absorção de ferro. O seu médico usará os resultados da análise ao sangue para determinar se precisa de suplementar a sua dieta com ferro (20).

Zinco
O zinco também é um mineral que é limitado em alimentos vegetais. As melhores fontes alimentares
vegetais são legumes, nozes, sementes e farinha de aveia. Cosulte a Tabela 3 para uma lista completa. Na gravidez a necessidade de zinco é de 8 a 11 mg (12 mg se for adolescente grávida). A deficiência de zinco pode comprometer o desenvolvimento infantil e levar a resultados desfavoráveis ​​do parto (21).

Gorduras Ómega-3
Todas as mulheres grávidas precisam garantir gorduras ómega-3 adequadas da dieta, pois estas
gorduras são essenciais para o desenvolvimento do cérebro e da retina fetal. A maioria das fontes do
ácido docosaexaenoico (DHA) de ómega-3 não têm como base plantas, mas várias fontes do ácido alfa linolénico (ALA) ómega-3 são. Pode atender às recomendações ALA omega-3 da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar e da Autoridade de Segurança Alimentar das Nações Unidas (1400 mg / dia) comendo uma colher de sopa de sementes de chia ou de linhaça moída e 6 metades de nozes
diariamente (22, 23). Se considerar tomar um suplemento de DHA ómega-3 à base de plantas, fale
primeiro com o seu médico para garantir a sua segurança.

Referências (Páginas da Web acessadas em fevereiro de 2019)
1) https://academic.oup.com/ajcn/article/98/6/1450/4577324
2) https://www.researchgate.net/publication/282042498_Vitamin_B-12_and_Perinatal_Health
3) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28108470
4) https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminB12-HealthProfessional/
5) https://www.vitamindcouncil.org/researchers-estimate-duration-of-sun-exposure-necessary-for-vitamin-d-production-in-spain/#.XH5AGfZ2vIU
6) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3540805/
7) https://www.who.int/elena/titles/vitamind_supp_pregnancy/en/
8) https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminD-HealthProfessional/
9) https://www.nhs.uk/live-well/eat-well/vegetarian-and-vegan-mums-to-be/
10) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3183324/
11) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5573964/
12)https://www.researchgate.net/publication/230613481_The_Effects_of_Iodine_Deficiency_in_Pregnancy_and_infancy
13) http://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2016/09/28130452/recomendacao-dgs.pdf
14) Greger, M How Not to Die Pan Macmillan, 2016
15) https://ods.od.nih.gov/factsheets/folate-healthprofessional/
16) https://www.who.int/elena/titles/folate_periconceptional/en/
17) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12449285
18) https://ods.od.nih.gov/factsheets/Calcium-HealthProfessional/
19) https://ods.od.nih.gov/factsheets/Iron-HealthProfessional/
20) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20025097
21) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4459238/
22) https://www.vegansociety.com/resources/nutrition-and-health/nutrients/omega-3-and-omega-6-fats
23) https://www.efsa.europa.eu/en/interactive-pages/drvs



Tabelas

Tabela 1 

Tabela 2

Tabela 3









Jennifer Tretter Ferreira, Dietista
dietistajennifer@gmail.com

Fast Life

17.5.17
Origem da imagem



Hoje de manhã no carro, estava a ouvir as notícias e ouço os resultados deste estudo, que coloca Portugal num dos 5 países com mais adolescentes obesos.
As causas apresentadas são o abandono da nossa dieta mediterrânica, a redução do consumo de fruta e vegetais, muito associado à crise económica, e o sedentarismo. É mais barato comer Fast Food, que comer bem, fica mais em conta comprar uma refeição numa loja de comida rápida, que comprar fruta e outros alimentos frescos e cozinhar as refeições. Mas de seguida, nestas notícias na rádio, entrevistam-se pais, que dizem o que todos nós ouvimos diariamente, mas que abrem outras perspetivas às quais fico presa:
"- Pequeno-almoço?! Pois sabe, nem sempre há tempo. Na maior parte das vezes bebe um pacote de leite a caminho da escola..."
" - Para comer alguma coisa, tem que ser o que ele gosta, senão é uma guerra e ao fim do dia já não há tempo, nem paciência..."
" - Se não lhe damos o tablet, não se despacha a comer..."
" - Eu gosto muito de cozinhar, mas no dia-a-dia não há tempo para isso..."

O problema não é a Fast Food, o problema de base, chão para este e tantos outros problemas familiares e individuais, é a Fast Life.
Todos nós nos angustiamos com o correr do tempo, com não termos tempo para nada, nem para nós, nem para estar em família. Angustiamo-nos com o que o tempo custa a passar no trabalho, nos transportes, no trânsito. Com a velocidade a que crescem os nossos filhos, como passa tão depressa, assumimos todas as consequências que isso traz para a nossa família, para a nossa saúde e bem-estar, para os nossos filhos, com crescente angústia, e sempre sem parecer haver solução. Parece-me que o que precisamos não é só reaprender a comer, é reaprender a viver, é mudar o paradigma.

Sabemos que as mães têm sempre a solução para tudo. Será que conseguimos chegar à solução para mudar o paradigma da nossa (família incluída, claro!) vida?

Todas as sugestões são bem-vindas.

Receitas Boas e Saudáveis Para as Lancheiras dos Nossos Pequenitos

8.10.16
Chegou a escola, todos os dias há lancheiras que se querem apetitosas e saudáveis para preparar, e nem sempre é fácil agradar aos nossos pequenos Gourmet.

Foi com o intuito de nos ajudar nessa tarefa que a Samsung nos convidou para um workshop de culinária, o Samsung Chef's Experience, onde fomos aprender com chef's de verdade, as receitas mais saborosas para fazer e levar nas nossas lancheiras.

Deixo-lhe não só um bocadinho do que foi o nosso workshop no Mercado da Ribeira, como lhe deixo também as apetitosas receitas.


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Os meus mini-chef's têm que se certificar várias vezes de que está mesmo no ponto...

E agora as receitas:





São ótimas!
Experimente e diga-me o que achou, e o que acharam os pequenitos destas novidades nas suas lancheiras.

Atenção Mães de Crianças Intolerantes à Lactose

4.10.16
Tenho boas notícias!
Na passada semana, fui conhecer um produto que vai fazer sucesso em sua casa. Imagine um leite com chocolate e sem lactose. Ótimo, não é? Agora imagine que esse leite não é um leite qualquer, mas UCAL!
Não é uma ótima notícia? 
Todas as crianças adoram leite UCAL, (cá em casa não são só as crianças), e as intolerantes à lactose não podiam beber essa iguaria que faz parte das nossas memórias de infância e agora pode fazer parte 
das memórias e do dia-a-dia de todas as nossas crianças.
Foi na passada quarta-feira e a convite da UCAL, que teve como anfitrião o Pedro Teixeira, que tomámos um ótimo brunch, saudável, muito saboroso e com muito leite UCAL 0% Lactose.
Se ainda não experimentou, não perca tempo. É ótimo!

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Pedro Teixeira, o nosso anfitrião.



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Eu e a Vera a pôr a conversa em dia, mas sem deixar o nosso UCAL 0% Lactose


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A Novidade Fruut Fez Um Sucesso Cá Em Casa!

28.8.16
Chegou cá a casa uma novidade que deixou os pequenitos doidos!
A novidade Fruut, em parceria com o projeto Heróis da Fruta, para o regresso às aulas dos mais pequenos: uma lancheira que contém 5 embalagens de fatias crocantes de maçã vermelha, uma para cada dia da semana. Dentro da lancheira estão 5 cromos grátis para completar a caderneta também incluída; uma vez completa há quatro prémios à escolha entre óculos de sol, pião, cordas de saltar e yoyo luminoso. 

Está-se mesmo a ver, que os saquinhos desta lancheira não chegam ao primeiro dia de escola, mas com saquinhos de maçã crocante, caderneta, cromos e prémios, isto é aposta ganha! 

Uma novidade que as crianças vão adorar e que ajuda os pais na missão de tornar os lanches escolares mais saudáveis e práticos!

O preço é de 2.99eur e já se encontra à venda em alguns pontos de venda – a partir de Setembro estará disponível em todos os hiper e supermercados e vários postos de abastecimento. 


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Adoraram!

Ótimas Notícias para Mães (Principalmente para as Mães de Crianças Intolerantes à Lactose)!

15.4.16
É verdade que na maioria das casas temos o drama de não saber o que mais fazer para as refeições. Parece que não temos ideias novas, ou que nem sempre as nossas novas receitas são bem recebidas pelos pequenitos, enfim, há muitas vezes aquela sensação de que estamos sempre a repetir os mesmos pratos...
Ora se pensarmos numa casa com crianças com alergia e/ou intolerância alimentar, a situação avoluma-se muito.
Já a pensar em dar alguma ajuda a estas mães, tenho deixado aqui no blog as dicas ou artigos novos que aparecem no mercado, para facilitar esta tarefa. No que respeita à intolerância à lactose, deixe-lhe já este artigo, e deixo-lhe hoje esta maravilhosa descoberta:
A Parmalat acaba de lançar a Nata 0% Lactose o que já permite cozinhar receitas com natas para quem é intolerante à lactose, mas mais e muito melhor é o site que fornece receitas com essas mesmas natas.
Veja aqui, e pode encontrar inúmeras ótimas e novas receitas para fazer em casa, variar e desfrutar sem se lembrar das intolerância e alergias.

Achei o site uma ótima ajuda.
Veja lá se não concorda comigo.

E para já deixo-lhe estas sugestões:
Nata 0% Lactose Parmalat 200 Ml
  • Lombinho de porco com legumes

    LOMBINHO DE PORCO COM LEGUMES

    PREPARAÇÃO
    1 - Limpe a carne de gorduras e corte-a em rodelas. Bata um pouco com um martelo de cozinha e tempere com sal e pimenta. Reserve.
    2 - Descasque as cenouras, corte-as em meias-luas e coza-as em água e sal, por dez minutos. Corte a curgete em triângulos, junte-os à cenoura e deixe cozer, durante mais cinco minutos. Escorra os legumes, passe-os por água fria e escorra-os novamente.
    3 - Corte os cogumelos em quartos. Pique um dente de alho e refogue-o em 0,5 dl do azeite. Junte os cogumelos e salteie um pouco. De seguida, adicione os legumes cozidos, tempere com sal e pimenta e salteie mais um pouco. Retire e reserve quente.
    4 - Frite a carne de ambos os lados, no restante azeite, com os outros alhos laminados. Assim que alourar, retire e reserve. Verta a NATA 0% LACTOSE PARMALAT à gordura da carne e cozinhe, por um minuto. Retire e sirva sobre a carne e os legumes salteados.
    - Ingredientes -
    DIFICULDADE
    FÁCIL
    • 600 g de lombinhos de porco

    • 4 cenoura(s)

    • 1 curgete

    • 250 g de cogumelos Paris

    • 4 dentes de alho(s)

    • 1,5 dl de azeite


    • sal q.b.

    • pimenta q.b.
    4
    PESSOAS
    40
    MIN
    TEMPO




































































    Nata 0% Lactose Parmalat 200 Ml
    • Pudinzinhos de salmão

      PUDINZINHOS DE SALMÃO 

      PREPARAÇÃO
      1 - Descasque os espargos e corte-os em rodelas finas para um recipiente. Corte o salmão em cubos pequenos assim como o pimento e a cebola. Junte-os com os espargos e tempere com sal, pimenta e alho em pó. Reserve.
      2 - Parta os ovos para uma tigela e envolva-lhe a NATA 0% LACTOSE PARMALAT. Verta sobre os legumes e misture cuidadosamente. Retifique os temperos e reserve.
      3 - Unte forminhas de silicone com azeite e preencha-as com o preparado anterior. Leve a meio do forno a 190º C durante 25 minutos. Decorrido o tempo, retire e sirva os pudinzinhos com tomatinhos e rúcula.

      - Ingredientes -

      DIFICULDADE
      FÁCIL
      • 6 espargos

      • 300 g de filetes de salmão

      • 1 pimento amarelo

      • 1 cebola(s)

      • 4 ovo(s)


      • sal q.b.

      • pimenta q.b.

      • alho em pó q.b.

      • azeite q.b.

      • tomatinhos q.b.

      • rúcula q.b.
      4
      PESSOAS
      35
      MIN
      TEMPO

      Nata 0% Lactose Parmalat 200 Ml
      • Crepes com recheio de pera e caramelo

        CREPES COM RECHEIO DE PERA E CARAMELO

        PREPARAÇÃO
        1 - Prepare os crepes; misture a farinha com o ovo, a margarina, o sal, a NATA 0% LACTOSE PARMALAT e a raspa de laranja. Misture e deixe repousar, por cinco minutos. Decorrido o tempo, passe por um passador de rede e reserve.
        2 - Unte ligeiramente uma frigideira com margarina vegetal e leve a lume brando a aquecer. Quando estiver bem quente, verta um pouco do preparado dos crepes, de forma a cobrir o fundo da frigideira. Retire do lume e deixe arrefecer. Frite os crepes de ambos os lados e repita a operação, até esgotar a massa. Reserve.
        3 - Para o recheio: Escorra as peras, reserve quatro metades e corte as restantes  em pedaços. Reserve. Leve o açúcar ao lume com um pouquinho de água. Quando obter caramelo, junte aos poucos, a NATA 0% LACTOSE PARMALAT e vá mexendo, até misturar bem. Junte os pedaços de pera e envolva delicadamente.
        4 - Divida o preparado pelos crepes, feche-os e sirva-os acompanhados com as metades de pera reservadas, as framboesas e o doce de framboesa. Sirva os crepes quentes ou frios, decorados com raspa da casca de laranja e folhas de erva-cidreira.

        Ainda melhor
        Sirva os crepes com puré de maçã.
        Por fim, decore-os com morangos e hortela e sirva. 
        - Ingredientes -
        DIFICULDADE
        FÁCIL
        • 100 g de farinha

        • 1 ovo

        • 20 g de margarina vegetal

        • 1 pitada de sal


        • 1 laranja (raspas)

        • margarina vegetal q.b.

        • 6 peras em calda

        • 8 c. de sopa de açúcar amarelo


        • 16 framboesas

        • 4 c. de sopa de doce de framboesa

        • laranja (raspas) q.b.

        • erva-cidreira q.b.
        4
        PESSOAS
        45
        MIN
        TEMPO
        Huuuummm... Tanta coisa boa!
        E aqui há muitas mais.

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