E acabamos de ter o primeiro cocó na sanita!
O Afonso pediu, acorremos à casa de banho e deu-se o seu primeiro cocó na sanita. Seguiu-se grande festa, ovação de palmas, todos aclamámos o acontecimento.
São assim as nossas vitórias, e esta é uma vitória do Afonsinho.
Conta-me Histórias - Eu
5.9.14
“Eu”, Philip
Waechter, Gatafunho
Esta semana sugerimos uma leitura para miúdos e graúdos.
Em breves frases e ilustrações surpreendentes de Philip
Waechter, “Eu” apresenta-nos um urso muito viajado, independente e confiante, e
que nos revela como enfrenta sozinho os mais temerários desafios.
Mas por vezes até o urso mais alegre e destemido se sente
perdido. É então que, decidido, ele parte ao encontro alguém especial...
Um
pequenino livro sobre o imenso valor da amizade, que foi considerado pela
Fundação do Livro de Arte um dos mais belos livros publicados na Alemanha.
Primeiro Dia de Escola
3.9.14
Eu sempre gostei de escolas.
Das escolas todas onde aprendi como aluna, daquelas onde já dei e dou aulas, das que visito em congressos, ou se em viagem passo por alguma escola que possa visitar, não lhes resisto.
Cada uma deles é um mundo inteiro e um mundo em que eu gosto de estar. Não é diferente com o infantário dos meus filhotes, gosto da escolinha dos espaços, das pessoas, mas uma coisa é a escola, outra é deixar lá os nossos filhotes.
Com o primeiro dia de escola do Afonso a aproximar-se, eu já sabia que viria o nervosismo, a ansiedade que vem com pezinhos de lã, mas traz com ela o frio na barriga e o nó na garganta, que tão bem sei fazer com que não transpareçam, como sei reconhecer que estão cá.
Ocupei-me com os pormenores, com reunir o material, preparar e etiquetar tudo, antecipar o que quer que precisassem, mas a cada vez que no meio destes meus afazeres de mãe, olhava para ele, cada vez que ele me vinha resgatar destas minhas tarefas para ir com ele fazer um desenho, fazer uma torre de lego, dançar, ou cantar uma canção, o nó na garganta apertava e a angústia crescia.
Tão pequenino...tão meu.
(E se ele se sente abandonado? Se fala e não o percebem? Se não consegue dizer o que precisa? Será que vai pensar que eu não o vou buscar? E se fica aflito?) Angústia de mãe que quer cuidar e proteger de tudo.
O primeiro dia de escola para mim, nada tem que ver com a escola. É cordão umbilical puro.
Das escolas todas onde aprendi como aluna, daquelas onde já dei e dou aulas, das que visito em congressos, ou se em viagem passo por alguma escola que possa visitar, não lhes resisto.
Cada uma deles é um mundo inteiro e um mundo em que eu gosto de estar. Não é diferente com o infantário dos meus filhotes, gosto da escolinha dos espaços, das pessoas, mas uma coisa é a escola, outra é deixar lá os nossos filhotes.
Com o primeiro dia de escola do Afonso a aproximar-se, eu já sabia que viria o nervosismo, a ansiedade que vem com pezinhos de lã, mas traz com ela o frio na barriga e o nó na garganta, que tão bem sei fazer com que não transpareçam, como sei reconhecer que estão cá.
Ocupei-me com os pormenores, com reunir o material, preparar e etiquetar tudo, antecipar o que quer que precisassem, mas a cada vez que no meio destes meus afazeres de mãe, olhava para ele, cada vez que ele me vinha resgatar destas minhas tarefas para ir com ele fazer um desenho, fazer uma torre de lego, dançar, ou cantar uma canção, o nó na garganta apertava e a angústia crescia.
Tão pequenino...tão meu.
(E se ele se sente abandonado? Se fala e não o percebem? Se não consegue dizer o que precisa? Será que vai pensar que eu não o vou buscar? E se fica aflito?) Angústia de mãe que quer cuidar e proteger de tudo.
O primeiro dia de escola para mim, nada tem que ver com a escola. É cordão umbilical puro.
Pequeno-Almoço Pelo Chefe Francisco
2.9.14
Na sequência de uma das nossas muitas conversas, na de hoje ao fim da tarde sobre as coisas que o Francisco fez hoje ao longo do dia, de como correu a escola e afins, ele devolveu-me a pergunta e pediu com detalhe (onde é que ele aprendeu isso?!) que eu lhe dissesse o que eu tinha feito no meu dia.
Eu: - Levantei-me, despachei-me, levantei o Afonso, vesti o Afonso, preparei o pequeno-almoço do Afonso, levantei-te a ti, vesti-te, preparei o teu pequeno-almoço, preparei o meu pequeno-almoço, penteei-te, ajudei-te a escovar os dentes, penteei o mano, escovei-lhe os dentes, levei-vos para a escola, deixámos o Afonso na sala dele, viemos à tua sala, vesti-te o bibe, despedimo-nos, fui trabalhar, voltei para ir buscar o Afonso (ainda está em adaptação à escolinha, foi o seu seu segundo dia), fui trabalhar, voltei para te ir buscar à escola, vi os desenhos e as colagens que fizeste, estavam mesmo lindos! E estamos agora a voltar para casa. Ainda temos os banhos, o jantar...
Francisco: - Tantas coisas... (pensativo) Já sei! Amanhã vou-te ajudar. Eu faço o pequeno-almoço para mim e para o Afonso!
Eu: - Sim?! E o que vai ser o vosso pequeno-almoço?
Francisco (feliz): - Chocolates!!!
Eu: - Levantei-me, despachei-me, levantei o Afonso, vesti o Afonso, preparei o pequeno-almoço do Afonso, levantei-te a ti, vesti-te, preparei o teu pequeno-almoço, preparei o meu pequeno-almoço, penteei-te, ajudei-te a escovar os dentes, penteei o mano, escovei-lhe os dentes, levei-vos para a escola, deixámos o Afonso na sala dele, viemos à tua sala, vesti-te o bibe, despedimo-nos, fui trabalhar, voltei para ir buscar o Afonso (ainda está em adaptação à escolinha, foi o seu seu segundo dia), fui trabalhar, voltei para te ir buscar à escola, vi os desenhos e as colagens que fizeste, estavam mesmo lindos! E estamos agora a voltar para casa. Ainda temos os banhos, o jantar...
Francisco: - Tantas coisas... (pensativo) Já sei! Amanhã vou-te ajudar. Eu faço o pequeno-almoço para mim e para o Afonso!
Eu: - Sim?! E o que vai ser o vosso pequeno-almoço?
Francisco (feliz): - Chocolates!!!
Primeira Frase do Dia
1.9.14
(A propósito disto)
Francisco (ainda a esfregar os olhos e antes de os abrir): - Mãe, onde é que está o meu Stikee?
Francisco (ainda a esfregar os olhos e antes de os abrir): - Mãe, onde é que está o meu Stikee?
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